Blog da Jinn

Dia Internacional da Mulher

mar 8, 2017 | 0 Comentários

8 de março, dia Internacional da Mulher

Para as mulheres um dia de intensificarem as lutas por seus direitos.

Para os homens, um dia para se conscientizar sobre violências que cometem contra mulheres e muitas vezes nem se dão conta.

Para a humanidade, mais um dia para tentar se tornar mais humana e diminuindo um pouco essas diferenças criadas ao longo da história.

Que homem vive sem uma mulher? Não teve uma mãe, ou irmã, ou esposa, filha, amiga…

Somos cercados de tantas mulheres, cada uma delas com um papel importante em nossas vidas, por que tamanha distinção?

Infelizmente carregamos ainda hoje muito de uma bagagem histórico-cultural que mesmo inconscientemente nos leva a praticar violências contra mulheres.

E, a primeira coisa que devemos nos dar conta é que violência não se trata apenas de violência física.

Aprenda, conheça outros tipos de violências contra as mulheres, esse é um primeiro passo para diminuirmos essa desigualdade.

Tipos de violência contra mulher:

  • Violência de gênero : diz respeito a qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado;

  • Violência intrafamiliar: consiste em toda ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de outro membro da família, não se limitando ao espaço físico onde a violência ocorre, mas também às relações em que se constrói e efetua;

  • Violência doméstica: distingue-se da violência intrafamiliar por incluir outros membros do grupo, sem função parental, que convivam no espaço doméstico. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono;

  • Violência física: refere-se aos casos em que uma pessoa, que está em relação de poder em relação a outra, causa ou tenta causar dano não acidental, por meio do uso da força física ou de algum tipo de arma que pode provocar ou não lesões externas, internas ou ambas;

  • Violência sexual: Diz respeito a uma variedade de atos ou tentativas de relação sexual sob coação ou fisicamente forçada;

  • Violência psicológica: consiste em toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano á autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa;

  • Violência econômica ou financeira: São todos os atos destrutivos ou omissões do(a) agressor(a) que afetam a saúde emocional e a sobrevivência dos membros da família;

  • Violência Institucional: diz respeito aos abusos cometidos em virtude das relações de poder desiguais entre usuários e profissionais dentro das instituições.

Mas por que o 8 de março?

O 8 de março foi oficializado pela ONU (Organização das Nações) dia internacional da mulher em 1975, contudo a data havia sido instituída sessenta anos antes, em 1910 durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas ocorrida na Dinamarca.

A escolha do dia 8 se deu em memória à primeira greve de mulheres, ocorrida em uma fábrica de tecidos na cidade de Nova York (EUA).

Data esta um marco na luta das mulheres que desde então seguem lutando pelas mesmas coisas tratamento digno e condições iguais.

O oito de março desde sua instituição vem servido para reforçar essa luta, sendo uma data marcada por discussões sobre o papel da mulher e, buscando alternativas para combater a desvalorização do trabalho das mulheres, algo que persiste até os dias de hoje.

Alguma dúvida?

Lembre-se, muitas vezes a violência está mascarada em nossos discursos, de forma que nós nem a notamos, um “tinha que ser mulher” em alguma situação relativa ao transito, é distinção de gênero.

Uma piadinha sobre mulheres é distinção de gênero.

Tentar beijar alguém sem permissão é violência sexual.

Pagar um salário menor para funcionários do sexo feminino também é uma forma de violência contra mulher.

Assovios, comentários acintosos, insistências após uma negativa por parte da mulher, também são formas de violência.

Podem ser enumeradas muitas situações do cotidiano, a melhor forma de lidar com elas é pensar e se fosse você? Experimente, você se sentiria confortável?

E agora?

Se você é um homem, conscientize-se, aprenda a colocar-se no lugar delas.

Se é mulher, conscientize-se também, lute, ajude a fazer essa mudança.

Infelizmente ainda hoje muitas mulheres ajudam a replicar estereótipos de uma sociedade machista.

Leia, instrua-se, lute.

Assim, a cada dia construiremos um mundo com menos desigualdades em que de fato as pessoas se tornam iguais.

Quer saber mais sobre o assunto?

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